O que mudou no mercado imobiliário em abril de 2026
Abril de 2026 foi um mês movimentado para o mercado imobiliário. Três mudanças importantes aconteceram ao mesmo tempo — e todas afetam diretamente quem está pensando em comprar ou financiar um imóvel.
1. Minha Casa, Minha Vida ganhou uma nova faixa
O programa Minha Casa, Minha Vida foi reformulado e agora conta com quatro faixas de renda — incluindo uma nova faixa 4, para famílias com renda de até R$ 13.000 por mês.
Isso significa que muita gente que achava estar fora do programa agora pode se qualificar. As quatro faixas ficaram assim:
- Faixa 1 — até R$ 3.200/mês: financia até R$ 275.000, juros a partir de 4% a.a. + subsídio
- Faixa 2 — até R$ 5.000/mês: financia até R$ 400.000, juros a partir de 4,75% a.a. + subsídio
- Faixa 3 — até R$ 9.600/mês: financia até R$ 400.000, juros previstos em 7,66% a.a.
- Faixa 4 — até R$ 13.000/mês: financia até R$ 600.000, juros previstos em 10,5% a.a.
Se você está nessa faixa de renda e ainda não sabe se se encaixa, vale fazer a simulação antes de descartar o programa.
2. Novas regras do FGTS para uso no financiamento
O FGTS continua sendo uma das principais fontes de entrada na compra de imóveis. Em abril, novas diretrizes foram publicadas para o uso do fundo no financiamento habitacional.
O impacto prático é direto: para quem tem saldo no FGTS acumulado, entender as regras atualizadas pode significar uma entrada maior — ou a diferença entre conseguir ou não o financiamento dentro do limite aprovado pelo banco.
Os requisitos gerais continuam os mesmos: imóvel residencial urbano, comprador sem outro imóvel no município onde mora ou trabalha, e no mínimo três anos de carteira assinada (na mesma empresa ou em empresas diferentes). Mas as condições de uso do saldo foram ajustadas — vale conferir com o banco antes de planejar a entrada.
3. Selic em trajetória de queda
A taxa Selic, que influencia diretamente os juros do crédito imobiliário, está em trajetória de queda. Isso é uma boa notícia — mas com um ponto de atenção importante.
Quando os juros caem, o crédito fica mais barato e mais compradores entram no mercado ao mesmo tempo. Mais demanda com a mesma oferta de imóveis significa uma coisa: preços sobem.
Quem espera os juros caírem para comprar pode descobrir que o imóvel que custava R$ 400 mil agora custa R$ 430 mil — e a parcela, mesmo com juros menores, não ficou lá essas diferenças.
A queda da Selic é uma oportunidade. Mas ela favorece quem age antes, não quem espera para ver.
O que fazer com essa informação
Se você está pensando em comprar um imóvel em 2026, esse momento combina três fatores favoráveis: programa habitacional expandido, FGTS acessível e crédito em processo de barateamento.
A decisão certa depende do seu perfil — renda, FGTS disponível, tipo de imóvel, prazo. A Ponto analisa o seu caso sem compromisso.
Fontes: CEF, Ministério das Cidades, Banco Central do Brasil — abril de 2026